segunda-feira, 26 de março de 2012

O Manipulador e seu fantoche




E foi então que ele conheceu "ela", aquela que o nome termina com 3 letras: "E-L-A". 
"Ela" tem exatamente 10 anos a mais do que a idade que eu tinha quando conheci ele.
Sempre pensei: ele fez o que fez comigo porque eu era muito novinha, bobinha, não sabia nada da vida.
Eu era ingênua, dotada de pureza, romântica e acreditava fielmente que ele era o príncipe encantado.
"Ela" é vivida, já teve sei lá quantos homens antes dele, é experiente e eu poderia esperar que, por conta disso, fosse mais esperta do que eu era quando o conheci.
Mas não, a boba está caindo nas mesmas trovas que eu caí. Acreditando nas mesmas promessas, achando todas as flores que ele a presenteia as mais lindas do mundo, pensando que ele é o último romântico da face da Terra. 
O pior de tudo isso é ver toda a história se repetindo, as mesmas declarações de amor, as mesmas palavras, as mesmas juras, as mesmas músicas, a mesma atitude: manipulação.
O cara é mestre na arte de enganar, tem uma lábia que derruba do palanque qualquer político, que convence até a dita "mais esperta" de todas as suas "boas intenções". O típico lobo, vestido de cordeiro.
Ele não passa de um ser feito da mais completa insatisfação, inconstância, ele nunca sabe ao certo 
o que ele quer. Não é um cara centrado, um cara de família, com princípios - o único verdadeiro objetivo dele é ser rico, muito rico. É frio, calculista, extremamente egoísta, trata as pessoas como seus brinquedinhos - que depois perdem a graça e ele joga fora.
Na realidade, não passa de um coitado, sempre infeliz e descontente. Nada está à altura do que ele quer. Nada o satisfaz completamente. Ele ri das desgraças alheias. Só não enxerga o tamanho do vazio que tem dentro dele mesmo.
O final desta história eu já sei, é uma tragédia anunciada.
Um belo dia ele vai chegar em casa e dizer, friamente, que gosta dela, que a "admira", que ela é uma mulher "espetacular" mas que não sente mais por ela algo que mantenha o relacionamento: sente apenas amizade.
A partir daí ele vai tocar sua vida vazia que só encontra conforto em um copo de cerveja, ou melhor, 
em muitos e muitos copos de cerveja. 
Em pouco tempo não vai sentir outra coisa a não ser pena dela 
e como ele mesmo diz: ela é só mais uma vítima.
Ela, ao contrário, vai chorar, se despedaçar, vai se culpar: como ela pode perder um homem tão romântico e atencioso? Onde foi que ela errou? Vai se sentir um nada, que não era digna do amor dele, que ele merece uma mulher melhor que ela. Vai ver sua auto-estima virada em cacos espalhados pelo chão.
E no final das contas, quando a poeira baixar, 
no fundo ela vai demorar anos para entender que não cometeu um erro sequer, a não ser ter acreditado nas mentiras dele.


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