quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Dívida
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
O indecifrável
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Sem chão
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Sobre a dor mais profunda
E de repente aquele coração que sempre te encheu de amor e te deu tudo que precisavas para que tu crescesses feliz, para de bater. Como a chama de uma vela que ainda resta no pavio, mesmo depois de toda cera ter derretido simplesmente se apaga, assim foram os últimos suspiros da pessoa mais importante da minha vida. Ali, já sem consciência, jazia em um leito de sofrimento, mas não sem receber todo o meu amor. E todas as minhas preces foram atendidas: já que o caso era irreversível, que seu sofrimento não fosse longo. Quando vi seu semblante esbranquiçado, perdi o chão embaixo dos meus pés. E agora, pra quem vou correr quando tudo der errado? E pra quem vou contar minhas alegrias, pra encher de orgulho? Mas por mais sozinha que eu me sinta, nosso elo é forte demais para ser quebrado pela distância física. A morte nunca será capaz de nos afastar, pois ela está em mim, no meu DNA, no meu inconsciente, na minha personalidade, está em quem eu sou, em quem eu me tornei e em quem eu quero ser a partir de agora. Para sempre em mim, para sempre comigo.
sábado, 17 de outubro de 2015
Game
Vejo tudo com falhas, esse sangue que não para, não, é meu batom vermelho borrado depois das bocas que beijei esta noite. O álcool faz minha alma sair do corpo e outro ser o domina, fazendo coisas que eu não queria fazer, deitando em camas que não são a minha, ah, mas eu gosto desse poder, de manipular os desejos dos homens, seduzi-los, fazer com que não resistam a mim... esse é meu poder... e sim, tudo que eu faço é porque eu quero fazer, mas não impeça que eu me acabe em uns shots de tequila ouro com muito sal... depois eu vejo só luzes vermelhas, batom vermelho borrado e sangue... porque este é meu prazer, essa é minha diversão, perder a noção e agir por instinto...
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Despedida
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Carta para quem desistiu
Quatro horas da manhã quando os vizinhos escutaram um som indecifrável e inimaginável: o som do que restou dela ao sofrer o impacto contra o chão. Naquela noite ela tomou a decisão mais difícil, mas nada importava mais. Deixou tudo para trás e decidiu voar para o fim de todas as suas dores, abriu os braços e imaginou-se como um pássaro que se prepara para dar um rasante... jogando-se ao abismo, desistindo de tudo e saltando do décimo andar. Levou consigo seus planos inacabados, seus sonhos não realizados, as gargalhadas que ainda daria e as lágrimas de felicidade que choraria ao longo dos anos, até seu último suspiro natural. Enterrou consigo todos os seus medos, decepções, dores e angústias que naquela noite gritaram ardentemente em seus ouvidos, a obrigando a desistir. Linda, eu entendo você e não lhe julgo, eu mesma quase desisti e lamento por você não ter conseguido resistir mais um pouco, não ter cruzado em seu caminho com um médico e o tratamento certo, com um pingo de esperança, uma porta aberta ou um abraço acolhedor naquela noite. Não se deixe levar pela lembrança do que poderia ter vivido, descanse agora, sua dor chegou ao fim.
